Já foi comentado aqui o meu gosto pela política e também o fato de eu ser fã do Governador Geraldo Alckmin. Resisti muito em tratar sobre esse tema aqui no blog, contudo, devido a comentários que venho lendo nas colunas políticas dos últimos dias, resolvi que seria a hora de fazer uma rápida pesquisa e desmascarar o que vem sendo dito por uma boa parte da imprensa.
Muitos jornalistas - entre eles aqueles muito respeitados e populares - vem dizendo que o único candidato tucano com chances de derrotar Lula seria José Serra, uma vez que este consta com melhores índices nas pesquisas de opinião. Mentira! E das bravas.
O governador paulista conta com aproximadamente 20% das intenções de voto segundo o último Datafolha. Parece pouco perto dos mais de 30 que José Serra ostenta e menos ainda quando vemos que o ex-vice de Covas perde para o presidente Lula enquanto o prefeito paulistano está na frente.
Pegando dados desse mesmo instituto de pesquisas, com levantamentos realizados aproximadamente 7 ou 8 meses antes de cada eleição pude fazer uma constatação: Alckmin tem grandes chances de vencer a eleição deste ano - e se a campanha for bem feita isso pode ocorrer ainda no primeiro turno.
Fernando Collor, nas eleições de 89, tinha na primeira pesquisa 17% das intenções de votos. Resultado final: venceu! O que aconteceu depois são meros detalhes.
Fernando Henrique Cardoso, no pleito de 94, partiu com 16% dos votos e, ao abrirem as urnas, contaram para o até então Ministro da Fazendo 54% dos votos.
Outros exemplos como esse se repetem em maior ou menor grau em eleições estaduais (como o ocorrido no Rio Grande do Sul com a eleição de Germano Rigoto, partido do desconhecimento para uma vitória quase no primeiro turno) e municipais (como o exemplo paulistano de Celso Pitta que começou a campanha contando com 19% dos votos e terminou com 44%).
Levando em conta que FHC, em sua primeira campanha presidencial, já era um nome conhecido por boa parte do povo brasileiro e contava com menos intenções de votos que Alckmin - ainda um candidato fora da cena nacional - conta hoje, é possível acreditar que o tucano é sim um candidato competitivo. E muito!
Além do potencial de crescimento, podemos analizar outros, como por exemplo a baixa rejeição ao nome do governador, o fato de ainda ser um nome desconhecido de muitos eleitores, a possibilidade de fazer uma grande aliança e o principal de todos: representar um perfil totalmente oposto ao do presidente Lula, podendo assim agregar os votos daqueles que estão descontentes com o atual governo.
Que meus leitores - ou seria melhor dizer apenas leitora? - me perdoem a imparcialidade, porém tenho que dizer isso: DÁ-LHE GERALDO!