4.2.06

O tique-taquear da vida

O relógio faz um tique-taque constante, de tal maneira que não consigo dormir. O tempo passa e se perde por entre o nada e o coisa nenhuma, como se fosse uma pequena nuvem de fumaça que dispersamos com a mão.
É engraçada essa história de tempo, né? O passado que jamais volta, o futuro que é incerto e o presente que, se formos analizar ao pé da letra, já se tornou pretérito.
Se não houvesse o tique-taquear dos relógios, sem dúvida, nem sentiríamos o tempo passar. Dormiríamos quanto tivéssemos sono e não quando o relógio ordenasse; acordaríamos no momento que já houvéssemos descansado e não quando o despertador gritasse loucamente em nossos ouvidos; trabalharíamos somente nos momentos que nós - e não os relógios - achassemos adequados.
As vezes olhamos para trás e vemos que, nos anos que se passaram, não fizemos absolutamente nada. Porém, se mirássemos apenas no último segundo, será que ficaríamos satisfeitos com o que ocorreu? Pior que ver os anos se perdendo é simplesmente perder segundo após segundo.
Bom, é melhor ir parando por aqui, afinal tudo começou para eu falar do tique-taquear que não me deixa dormir, contudo quase que comecei a filosofar.

1 Comentários:

Blogger Re disse...

Filosofar é bom, assim como o seu blog.

5.2.06  

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